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Clubes se desesperam com o fim das bets e ameaçam até interromper Brasileirão

Parte financeira fala mais alto e as equipes buscam formas de se manter

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Grandes clubes brasileiros já sentem o impacto da proibição das bets através de Medida Provisória do Governo Federal, mas não pensam em ficar de braços cruzados e se articulam nos bastidores para uma “resposta” às autoridades. Ao longo desta terça, através do jornalista Marcel Rizzo, do Estadão, circulou a informação de que os times ameaçam paralisar o Brasileirão se a situação não for revista.

O primeiro sinal mais forte da insatisfação dos clubes foi o cancelamento em cima da hora de uma reunião no Ministério dos Esportes, em Brasília, que serviria para debater soluções para o tema. Clubes do Rio de Janeiro encabeçam o movimento e o Flamengo, patrocinado pela Betano, tem fortalecido o discurso.

“Isso causa estupefação e uma apreensão enorme para os contratos que nós assumimos. Um exemplo clássico: como é que eu vou pagar o Paquetá em janeiro? Essa medida compromete as receitas, afeta a folha do futebol, afeta os esportes olímpicos… no caso dos esportes olímpicos, a maioria desse dinheiro vem das agências de apostas. Há também problemas nas placas dos estádios e nos campeonatos regionais”, declarou Luiz Eduardo Baptista, o Bap, presidente do Flamengo, à TV oficial do clube.

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Cálculos indicam que mais de R$ 1,1 bilhão foi perdido pelos clubes com o encerramento do setor, de modo que, nos bastidores, a ameaça de interromper o campeonato é vista como “pressão” em busca de uma pronta solução financeira.

Dentre os principais clubes, chama a atenção o caso do Grêmio, que, dias antes do anúncio de Lula contra as bets, fechou com a casa de apostas Pitaco em um contrato de três anos e cerca de R$ 46 milhões anuais. Porém, a marca nem vai “estrear” e não poderá estar no uniforme na quarta-feira que vem contra o Remo fora de casa.

A Medida Provisória vale por 60 dias e pode ser prorrogada por mais 60, quando se encerrará o prazo para a aprovação ou não no Congresso Nacional. Caso os parlamentares não aprovem, tudo volta a ser como antes. No momento, porém, as apostas estão banidas e os apostadores podem resgatar os seus valores nas bets até 5 de outubro. No dia seguinte, os sites deverão ser bloqueados.

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