Clemer revela que cavadinha em final impediu ida ao Juventude como técnico: “Torcida não queria”

Ex-goleiro contou a história no dia de aniversário de 115 anos do Inter

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Todo torcedor colorado tem na memória a vitória esmagadora diante do Juventude, em 2008, por 8×1, com Clemer sendo um dos protagonistas da tarde no Beira-Rio, que culminou com mais um título gaúcho para o Inter. Quando o jogo já se desenhava para o final, com vitorioso decretado, surgiu um pênalti para o time da casa e o goleiro foi praticamente “convocado” pela torcida a ir cobrar.

Não deu outra. Clemer atravessou o campo sendo ovacionado pelos torcedores, recebeu a bola de Andrezinho e ainda tirou onda na cobrança: de cavadinha, certeiro, no meio do gol, indo para o abraço na parte da torcida que ficava atrás do gol adversário.

“Quando eu vi, eram poucos torcedores gritando meu nome. Mas aí começou a crescer. Daqui a pouco era o estádio inteiro gritando o meu nome e eu fui. O Abel olhando para mim, mas nem quis olhar para ele (risos). Eu chego e o Andrezinho já me dá a bola. Bati de cavadinha, porque eu fazia assim nos rachões. No rachão eu era o Chicão, jogava de centrovante. Com Chicão em campo não tinha placar em branco (risos). Se tu for ver, a cavadinha ainda saiu um pouco mais alta que deveria, era para ter sido mais fraca”, lembrou Clemer, nesta quinta, à Rádio Gaúcha.

Clemer não foi para o Juventude anos depois

Só que o emblemático lance causou efeitos na carreira de Clemer como treinador. Depois de parar de jogar, o ex-goleiro triunfou na base do Inter e depois foi rodar em outros clubes, como Sergipe, Brasil de Pelotas e Glória. Ele, que não atuou mais como técnico desde 2018, conta que justamente por causa da cavadinha de 2008 não teve a possibilidade de fechar com o Juventude:

“Vocês vão lembrar que teve uma vez que o Juventude e o Grêmio iam se enfrentar em jogo importante e eu disse que era certo que o Juventude iria perder, que não tinha como. Mas foram lá e ganharam do Grêmio. Depois daquela cavadinha, vou contar uma história para vocês. Anos depois, como treinador, eu tive duas vezes para ir para o Juventude. Mas a torcida lembrava daquilo e não queria, não aceitava. Acabou marcando e eu nunca fui”, finalizou.

Contratado junto ao Flamengo ainda no começo de 2002, Clemer foi titular do Inter nos títulos da Libertadores e do Mundial em 2006 e da Recopa Sul-Americana de 2007. No passado, havia surgido com destaque em clubes como Remo, Goiás e Portuguesa.

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