Cícero fala em gratidão eterna pelo Grêmio e relembra gol sobre o Lanús na final da Libertadores na Arena: “Chega a arrepiar”

Meia marcou o gol que abriu caminho para o título gremista na grande final do ano de 2017

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Antes de reencontrar o Lanús na Arena nesta quinta-feira, 19h15, pela Sul-Americana, o sentimento de nostalgia à torcida do Grêmio foi reforçado pela entrevista do meia Cícero, ao Globoesporte.com, relembrando o gol marcado contra os argentinos em 2017 no mesmo estádio e o “descontrole” formado pelos tricolores na arquibancada com aquele início de conquista do tri da Libertadores.

Cícero está sem clube desde que deixou o Botafogo em março e garante manter um sentimento de “gratidão eterna” pelo que viveu no Grêmio. Na jogada específica do gol, Edilson levanta na área, Jael apara de cabeça e ele tira do goleiro:

“Logo depois do gol, a bola saiu na lateral e virou um descontrole mesmo. Todo mundo estava esperando, na aflição, um gol, até para esbravejar, soltar o grito da garganta. E acontece aos 37 do segundo tempo, foi uma coisa que o torcedor estava aflito e do nada começou a soltar tanta alegria. O jogo estava difícil. Sai o gol, parei no meio do campo, fiquei olhando o descontrole na Arena, não tem como fugir: ‘Caraca, olha o que a gente proporcionou'”, disse, antes de acrescentar:

“Só de falar chega a arrepiar. Foi o primeiro gol de uma final de Libertadores, depois que a Arena nova foi construída. Foi uma alegria imensa, todo mundo pulando, depois você fica sabendo, sua mãe, seu irmão, sua esposa, todo mundo chorando. Tirei um peso de dentro de mim. Vim com contrato de risco, mas sabia que poderia ajudar”.

Cícero, também comandado por Renato Portaluppi, havia batido na trave com o vice em 2008 do Fluminense diante da LDU:

“Esse título da Libertadores representa muito para mim, porque era a segunda que ia participar. Quando tive o convite do Grêmio, não pensei duas vezes. Em 2008 fizemos tudo o que tínhamos que fazer e até hoje fica engasgado porque não levantamos aquela taça. Quando levantei com o Grêmio, além de ser inédito para mim, me deixou muito orgulhoso, senti essa sensação de dever cumprido”, acrescentou, antes de esbanjar gratidão ao Grêmio:

“Cheguei para o Grêmio me fazer feliz e eu fazer o Grêmio feliz. Acabou acontecendo, é uma coisa que não tem como apagar. Não tem preço, fica na história do clube, um gol importante desse na final. Sou muito grato pelo que o clube fez por mim e pude retribuir em campo. O peso da camisa do Grêmio no cenário mundial é muito pesado, muito forte. Você poder fazer parte da história de um clube da grandeza do Grêmio, para mim, fico muito lisonjeado e feliz. É gratidão eterna. E que nesta Sul-Americana, que não ganhou ainda, tem tudo para ganhar e que o torcedor continue sendo feliz”.

Cícero chegou ao Grêmio exatamente para a reta final da Libertadores de 2017 e ficou durante toda a temporada de 2018. Depois, não teve o seu contrato renovado pela direção.

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