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Carpinejar aplaude torcida do Grêmio por gesto com Marlon: “Qualquer um se arrepiou”

Escritor colorado fez muitos elogios à postura dos gremistas que foram ao jogo

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O jornalista e escritor colorado Fabrício Carpinejar, em nova coluna publicada no portal GZH, reverenciou os torcedores do Grêmio pelo gesto de apoio a Marlon depois da sua grave lesão na vitória de 2×0 sobre o Vitória, na Arena, na quinta-feira, pelo Brasileirão. Segundo ele, foi um gesto de solidariedade poucas vezes visto no futebol com os gritos em prol do jogador.

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Marlon, como mostramos detalhadamente nesta reportagem aqui, realizou cirurgia na tarde desta sexta-feira em Porto Alegre e deverá receber alta hospitalar até domingo. O Grêmio projeta o seu retorno aos gramados após cinco meses.

As palavras de Carpinejar sobre o lateral do Grêmio:

Eu estive em duas cidades na sexta-feira: Rio de Janeiro e Belo Horizonte. E todos, muito longe da capital gaúcha, só comentavam sobre a lesão do lateral-esquerdo Marlon, durante a partida pela 7ª rodada do Campeonato Brasileiro, na quinta-feira, na Arena, no triunfo do Grêmio sobre o Vitória. Um dos destaques da temporada, vivendo seu melhor momento desde que chegou à equipe em abril de 2025, fraturou o tornozelo direito.

Colegas como Willian não suportaram a visão e enfrentaram uma crise de choro no gramado, num gesto impulsivo de extrema identificação, com o medo da interrupção cruel e injusta de uma carreira de repente, o que felizmente não aconteceu. Imagino o calafrio que sentiu sua mãe, Marli, que estava no estádio para prestigiar o filho.

A cena lembrou o choque que foi a contusão do atacante Ronaldo em 12 de abril de 2000, na final da Copa da Itália entre Inter de Milão e Lazio. Ronaldo tentou um drible e seu joelho direito dobrou, provocando a ruptura completa do tendão patelar. A imagem do Fenômeno caindo e berrando correu o mundo.

Na paralisação de sete minutos, a torcida tricolor deu uma das maiores demonstrações de solidariedade que o futebol já testemunhou a um jogador lesionado: começou a gritar o nome do atleta. Qualquer um se arrepiou com o uníssono ‘Marlon’. O cântico suspendeu a perplexidade, o susto, o pesar, impondo uma corrente de compaixão nunca presenciada antes na arquibancada. A multidão o carregava nas cordas vocais, incentivava a sua resiliência, conclamava-o a não desistir, alimentava a sua garra.

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