Bruno Henrique falou pela primeira vez de forma mais detalhada sobre a mudança de status que vive no Inter desde a chegada de Eduardo Baptista. Titular com Paulo Pezzolano, o experiente meio-campista perdeu espaço na formação inicial, mas passou a ser utilizado frequentemente durante as partidas e afirmou estar concentrado em entregar rendimento mesmo que receba poucos minutos.
No empate por 1×1 com o Grêmio, Bruno Henrique entrou no intervalo justamente no lugar de Alan Patrick. A utilização reforçou uma possibilidade que Eduardo Baptista já havia antecipado ao explicar que enxerga o volante também como alternativa mais avançada no meio-campo.
Questionado sobre ter passado de titular para uma espécie de “12º jogador”, Bruno Henrique disse que procura manter equilíbrio independentemente da decisão da comissão técnica.
“Eu acho que é sempre importante a gente ter esse ponto de equilíbrio, mesmo às vezes jogando, às vezes não, sabendo da importância que é também você entrar no decorrer da partida. Sigo muito focado, sigo trabalhando muito bem para que, mesmo se eu tiver cinco minutos para poder entrar, que eu possa fazer o meu trabalho bem feito e ajude o Inter a sair dessa situação”, afirmou Bruno Henrique.
O jogador também afastou a ideia de que a perda da titularidade tenha modificado seu comportamento dentro do elenco. Para ele, a prioridade é estar preparado quando Eduardo Baptista precisar realizar mudanças.
“Então, todos os jogadores focados no seu trabalho. Se der para começar jogando, maravilha. Se não der também, a gente focado para poder entrar, fazer o trabalho bem feito e buscar a nossa vitória”, acrescentou.
Bruno Henrique já teve impacto saindo do banco
A nova função já produziu resultado imediato. Na vitória sobre o Corinthians, Bruno Henrique entrou durante o segundo tempo e participou diretamente da jogada do segundo gol colorado, marcado por Alan Patrick.
No Gre-Nal, o cenário foi diferente. Com Alan Patrick fora após sentir um problema muscular, Bruno Henrique foi chamado já no intervalo. A mudança coincidiu com um segundo tempo no qual o Inter teve maior dificuldade para conservar a posse e acabou pressionado pelo Grêmio.
Eduardo Baptista explicou depois do clássico que a ausência do camisa 10 retirou do time seu principal articulador. Bruno Henrique não reproduz exatamente as mesmas características, mas aparece como uma das ferramentas disponíveis para reorganizar o setor.
A declaração do volante também deixa clara a forma como encara a reorganização promovida pela nova comissão. Depois de iniciar a mudança de comando como um dos jogadores que perderam espaço, Bruno Henrique tenta consolidar uma utilidade diferente: menos presença garantida entre os titulares e mais importância como opção para modificar a equipe durante as partidas.









