Bruno Henrique voltou a ganhar sequência no Inter em um momento decisivo para a temporada e para o próprio futuro. Com contrato válido somente até o fim de 2026, o volante falou sobre a possibilidade de continuar jogando nos próximos anos, mas evitou antecipar qualquer movimento por uma renovação com o clube.
A declaração foi dada na zona mista depois do empate em 0x0 com o Palmeiras, no Nubank Parque. Bruno Henrique voltou a iniciar uma partida importante e atuou até ser substituído por Ronaldo durante o segundo tempo. Ao comentar sua situação individual, destacou a preparação física e o desejo de permanecer em atividade.
O meio-campista foi questionado diretamente se gostaria de continuar no Inter em 2027. Embora tenha afirmado que ainda pretende atuar por mais algumas temporadas, respondeu que o contrato não ocupa sua atenção neste momento.
“Eu acho que sou um profissional. Sempre procurei me cuidar muito durante toda a minha carreira, estou jogando bem e espero jogar mais uns aninhos ainda. A questão do contrato, o meu contrato acaba no final do ano, mas não estou pensando nisso”, declarou.
Bruno Henrique afirmou que sua prioridade está no trabalho diário e no cumprimento das funções exigidas por Paulo Pezzolano. O volante também reforçou que pretende manter um nível físico elevado para seguir participando da equipe na reta final do Brasileirão e da Copa do Brasil.
“O meu pensamento é só fazer o meu trabalho bem feito todos os dias, principalmente aquilo que o treinador vem pedindo, para que a gente consiga os nossos objetivos. Individualmente, vou sempre buscar a minha alta performance para poder atuar bem”, acrescentou.
O vínculo atual foi ampliado automaticamente no começo da temporada, após o jogador alcançar metas previstas no acordo anterior. A situação de Bruno Henrique já havia sido incluída pelo Zona Mista no levantamento sobre os jogadores do Inter com contrato terminando em dezembro.
Bruno Henrique explica por que o Inter funciona sem um centroavante
Além do futuro contratual, Bruno Henrique analisou uma das principais mudanças realizadas por Pezzolano. Nos últimos compromissos, o Inter atuou sem um centroavante de origem, com Alan Patrick e Carbonero ocupando as posições mais avançadas.
A formação foi mantida no empate sem gols diante do Palmeiras. Alan Patrick recuava para participar da construção, enquanto Carbonero e Bernabei atacavam os espaços deixados pela defesa adversária.
Questionado sobre a possibilidade de manter esse modelo, Bruno Henrique explicou que Alan Patrick oferece uma característica diferente. O camisa 10 consegue receber a bola sob pressão e dar tempo para que os jogadores mais velozes avancem em direção ao campo ofensivo.
“Dependendo do jogo, quando você tem o Alan Patrick jogando no meio, a gente consegue reter um pouco mais essa bola. Ele é um cara que, quando a bola chega nele, consegue segurar. A gente tem dois jogadores muito rápidos, o Bernabei e o Carbonero, para buscar essa profundidade”, explicou.
Na avaliação do volante, o movimento de Alan Patrick permite que o Inter tenha uma referência técnica mesmo sem utilizar um atacante fixo dentro da área. O capitão se aproxima do meio-campo para participar das trocas de passes e tenta acionar os companheiros que atacam em velocidade.
“Ele vem buscar a bola, então a gente está fazendo isso e está dando certo. Jogar com o Alan Patrick é sempre muito bom, porque ele é o nosso craque”, afirmou Bruno Henrique.
O meio-campista não descartou a utilização de um centroavante em outras partidas. Pelo contrário, deixou claro que a escolha dependerá do adversário, da estratégia definida por Pezzolano e dos jogadores selecionados para cada confronto.
“Independentemente de quem jogue, com certeza vai tentar fazer a função da melhor maneira possível para que a gente busque o nosso objetivo, que é jogar bem e vencer os jogos”, completou.
Volante cobra resultado imediato no Brasileirão
A evolução tática e a sequência individual ainda precisam ser transformadas em uma recuperação na tabela. Bruno Henrique valorizou os resultados obtidos contra adversários qualificados, mas reconheceu que o Inter continua pressionado pela campanha no Brasileirão.
O Colorado empatou com Flamengo e Palmeiras e eliminou o Corinthians nas oitavas de final da Copa do Brasil. Mesmo assim, permanece próximo da zona de rebaixamento e terá de aproveitar os próximos compromissos no Beira-Rio.
“A gente sabe que tem que melhorar porque ainda está lá embaixo na tabela. Temos muita coisa para fazer para começar a vencer os jogos no Campeonato Brasileiro, principalmente jogando em casa. Precisamos começar a subir, e isso é urgente”, alertou.
Bruno Henrique entende que Pezzolano encontrou uma estrutura capaz de se adaptar às características de cada adversário. O Inter pode atuar com menos posse e explorar transições, como aconteceu em São Paulo, ou assumir a iniciativa quando enfrentar equipes mais fechadas.
A reta final da temporada, portanto, terá uma importância dupla para o volante. Dentro de campo, ele tenta manter a titularidade e ajudar o Inter a reagir. Fora dele, o desempenho apresentado nos próximos meses poderá influenciar a definição de um vínculo que se encerra em dezembro.









