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Baldasso isenta Eduardo Baptista e detona direção do Inter após derrota

Comentarista responsabilizou Fabinho Soldado, Matheus Cunha e Félix Torres pelo 2x0 diante do Mirassol

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Fabiano Baldasso fez um forte desabafo após a derrota do Inter por 2×0 para o Mirassol nesta sexta-feira (16) e direcionou as críticas para a direção colorada, especialmente ao executivo de futebol Fabinho Soldado. Em contrapartida, o jornalista isentou Eduardo Baptista e avaliou que o treinador montou uma estratégia capaz de disputar a vitória antes de erros individuais comprometerem a partida.

Para Baldasso, a expulsão de Matheus Cunha aos 14 minutos destruiu o planejamento inicial, enquanto Félix Torres teve responsabilidade no lance que originou o segundo gol do Mirassol. O comunicador sustentou que o problema maior está nas escolhas de elenco feitas pela gestão.

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“Absolutamente ninguém resiste a uma direção de merda. Ninguém. Pobre Eduardo Batista. Você que está aí em casa, você conseguiu identificar no jogo de hoje algum movimento tático de substituição, de organização? Você conseguiu identificar algum problema maior em relação a isso? Conta pra mim. O Eduardo Batista fez alguma substituição que não deveria fazer? Estrategicamente alguma coisa estava errada? Não, tu não vai encontrar. Pobre Eduardo Batista”, declarou Baldasso.

Baldasso responsabiliza Fabinho Soldado pelas escolhas do Inter

O jornalista então voltou a atacar Fabinho Soldado e relacionou diretamente as contratações de Matheus Cunha e Félix Torres aos problemas que apareceram durante o confronto. Baldasso já havia feito críticas ao trabalho do executivo do Inter, mas desta vez usou o resultado em Mirassol para ampliar a cobrança.

Matheus Cunha recebeu cartão vermelho direto ao sair da área e atingir Bruno Santos aos 14 minutos. O Inter precisou retirar Bernabei para colocar Kauan Jesus no gol e disputou praticamente toda a partida com um jogador a menos. Baldasso classificou a decisão do goleiro como determinante para acabar com a estratégia de Eduardo Baptista.

“O Inter fazia uma partida para vencer. O Inter tinha uma estratégia que desde o primeiro minuto nós sabíamos que poderia nos trazer uma vitória. Mas aí as contratações desta direção de merda, do pior executivo da história do Inter, que é o Fabinho Soldado. Aí está o goleiro contratado por convicção do Fabinho Soldado, Matheus Cunha. Aos 15 minutos de jogo mostrou que ele não só é ruim como é burro, imbecil, agredindo o jogador do Mirassol fora da área”, disparou.

Na avaliação de Baldasso, o Inter conseguiu se reorganizar mesmo em inferioridade numérica e teve oportunidades para empatar depois de sofrer o primeiro gol, marcado por Eduardo logo aos dois minutos do segundo tempo. Bruno Gomes acertou a trave e João Bezerra teve duas boas chances antes do segundo gol paulista.

Félix Torres também vira alvo após segundo gol

Félix Torres entrou no intervalo no lugar de Alerrandro. Aos 41 minutos da etapa final, o equatoriano perdeu a bola pelo lado direito do ataque colorado. Fernandinho conduziu o contra-ataque e serviu André Luís, que marcou o segundo gol.

O zagueiro já havia sido alvo de críticas anteriores de Baldasso. Quando reagiu à derrota do Inter para o Santos, o jornalista também havia relacionado o desempenho do defensor ao trabalho de Fabinho Soldado. Félix Torres chegou ao Beira-Rio no começo da temporada por iniciativa do então novo executivo colorado.

“Aí de novo entram as individualidades. Aí de novo entra o senhor Fabinho Soldado. Já falei para vocês aqui da contratação do Matheus Cunha. Mas eu não falei ainda da contratação do Félix Torres. O Félix Torres era jogador do Fabinho Soldado no Corinthians. O que o Fabinho Soldado fez? Trouxe o Félix Torres. O jogador perde a bola no sistema ofensivo e voltou a passo. Além de ruim, descomprometido, voltou a passo depois de perder a bola”, disse.

Baldasso continuou a crítica responsabilizando o dirigente pela montagem do elenco colocado à disposição de Eduardo Baptista. “Fabinho Soldado, parabéns por destruir o Inter. Tu e os caras que estão acima de ti nesta direção de merda, que pode estar levando o Inter para a Série B. Uma derrota que se desenha por conta da incompetência da direção, não do treinador. Pobre Eduardo Batista”, acrescentou.

“Não tenho um pio para falar do Eduardo Batista”

Mesmo depois do 2×0, Baldasso insistiu que não encontrou motivos para responsabilizar Eduardo Baptista pelo resultado. Para ele, o Inter demonstrou organização mesmo jogando com dez e acabou derrotado pelas falhas individuais.

“Eu não tenho um pio para falar do Eduardo Batista hoje. Não tenho um pio. E se tivesse que falar, eu falo, eu adoro criticar treinador. Agora, qual foi a culpa dele no que o Matheus Cunha fez? Qual foi a culpa dele no que o Félix Torres fez? O que se faz?”, questionou.

No mesmo comentário, o jornalista elogiou atuações individuais de Villagra e Bruno Gomes e voltou a sustentar que o problema está na falta de qualidade de determinadas peças do elenco.

“No jogo bom que o Inter vinha fazendo, tirando as falhas individuais, o Inter fazia uma partida organizada mesmo com um jogador a menos. Tivemos alguns jogadores de grande atuação. O Villagra jogou muita bola. O Bruno Gomes, quando foi para o meio-campo, também jogou muita bola. Tem jogadores que eu não posso dar um pio”, avaliou.

Baldasso encerrou o desabafo alertando para o risco que a montagem do grupo representa na luta contra o rebaixamento. O Inter terminou a partida com 32 pontos, permaneceu dentro do Z4 e terá o Botafogo pela frente na próxima rodada.

“É continuar torcendo para o Inter fazer os míseros pontos que precisa para não cair. Hoje foi um choque de realidade do grupo formado por essa gestão do Inter”, concluiu.

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