+ Fabiano Baldasso fez um duro desabafo depois do empate em 0x0 do Inter com o Atlético-MG, no Beira-Rio, pelo Brasileirão. O comunicador colorado concentrou boa parte das críticas na montagem do elenco e utilizou a entrada do zagueiro Juninho como centroavante nos minutos finais como símbolo do momento vivido pelo clube.
Paulo Pezzolano colocou Juninho no ataque na reta final em busca de presença na bola aérea. Para Baldasso, porém, a necessidade de recorrer a um defensor para exercer a função expôs uma deficiência que já deveria ter sido solucionada pela direção no mercado.
“Isso simplesmente é o desenho da várzea que é o Inter neste momento. O desenho da várzea que é o Inter. Colocando um zagueiro de centroavante”, disparou Baldasso.
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A crítica também atingiu o desempenho apresentado contra o Atlético-MG. Baldasso considerou improdutivo o volume de posse do Inter e afirmou que o adversário, mesmo utilizando uma formação modificada e adotando uma postura mais cautelosa, conseguiu produzir situações mais perigosas durante a partida.
O jornalista avaliou que o Colorado circulou a bola sem conseguir transformar a posse em presença efetiva dentro da área. Na visão dele, a equipe voltou a apresentar um problema que tem acompanhado a campanha no campeonato.
“O Inter é um imenso conjunto vazio. Um imenso conjunto vazio. Um volume de jogo improdutivo, oco, inútil. Uma troca de passe sem qualidade nenhuma para entrar na área. Nada. Não há soluções. Não há nada”, afirmou Baldasso.
Baldasso coloca peso maior sobre a direção do Inter
Além de criticar jogadores individualmente, entre eles Carbonero, Bernabei, Maripán, Vitinho e Bruno Henrique, Baldasso direcionou a cobrança mais forte à direção. O comunicador relacionou a utilização de Juninho no comando de ataque à dificuldade do clube para encontrar uma solução definitiva para a posição.
Alerrandro estava no banco de reservas, mas não foi utilizado por Pezzolano. O treinador explicou posteriormente que Juninho já vinha sendo testado nos treinos para situações específicas nos minutos finais, especialmente quando o time precisasse explorar cruzamentos, escanteios e faltas por causa do jogo aéreo.
Para Baldasso, a justificativa tática não elimina o problema de planejamento. Ele lembrou que a necessidade de reforçar o setor ofensivo já era conhecida havia meses e classificou como grave a situação de um time pressionado no Brasileirão terminar uma partida dentro de casa com um zagueiro improvisado como camisa 9.
“Brigando contra o rebaixamento, o treinador do Inter teve que tirar um zagueiro do banco de reservas e colocar de centro. Parece piada. Ele tirou um zagueiro do banco de reservas e colocou ele de camisa nove”, criticou Baldasso.
O empate contra o Atlético-MG ampliou para oito partidas a sequência do Inter sem vitória no Campeonato Brasileiro. O resultado também veio depois do 1×1 com o Remo, igualmente no Beira-Rio, deixando o time com apenas dois pontos somados nos dois compromissos consecutivos como mandante.
“Só um milagre salva o Inter”, diz Baldasso
Baldasso aumentou ainda mais o tom ao projetar a sequência do Brasileirão. Sem demonstrar confiança em uma recuperação imediata, afirmou que enxerga o time caminhando para uma situação cada vez mais perigosa na competição.
O comunicador deixou claro que sua avaliação não muda mesmo com a aproximação dos Gre-Nais decisivos pela Copa do Brasil. Para ele, uma eventual mobilização em torno do clássico não pode esconder os problemas apresentados pelo Inter no campeonato nacional.
“Só um milagre salva o Inter da Série B. Só um milagre salva o Inter da Série B em 2026”, declarou Baldasso.
Na parte final do desabafo, ele voltou a relacionar a expectativa pelo clássico com a situação do time no Brasileirão. Baldasso afirmou que também estará envolvido na mobilização pelo Gre-Nal, mas usou uma comparação para alertar que o resultado diante do Grêmio não resolverá automaticamente os problemas da temporada.
“O Titanic afundando e a gente tocando violino no Grenal. O Titanic afundando e a gente tocando violino no Grenal”, completou Baldasso.









