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Alemão lamenta ter ido ao Inter no ano “errado” e relembra promessa de joelhos: “Me sentia inválido”

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De joelhos, Alemão percorre lentamente todo o gramado do Beira-Rio após uma vitória aparentemente protocolar contra o Figueirense pela Série B de 2017. Depois, a explicação veio: era uma promessa pela volta aos campos depois de uma lesão no pé direito que o deixou cinco meses longe dos campos. A passagem foi curta, já que em 2018 esteve no Paraná e, no ano passado, no Figueirense e no Londrina, mas o novo entrevistado do Zona Mista guarda boas recordações do Inter.

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Zona Mista: Como você avalia a sua passagem pelo Inter em 2017? Gostaria de ter ficado mais tempo no clube?

Alemão: Para mim, acabou sendo frustrante em relação ao campo e oportunidades de jogar. Principalmente pela lesão que eu tive no pé direito, que me afastou por quase cinco meses dos gramados. Mas, fora isso, realizei um sonho em vestir a camisa de um clube gigante com a história que tem o Internacional.

ZM: Foi muito emocionante aquele momento após o jogo contra o Figueirense, que você atravessa o campo de joelhos. Como surgiu essa promessa e quais os detalhes que tu lembra desse episódio?

A: Sim, vai ficar marcado na minha vida aquela cena. Eu fiz uma promessa, pois fizemos diversos exames, diversos tratamentos e não conseguia melhorar o quadro da lesão. Foi num momento bem triste em casa que eu tive que falar com Deus e como uma forma de gratidão resolvi prometer atravessar o campo, de linha a linha de fundo, quando eu voltasse a jogar. E Ele quis que fosse ali no Gigante da Beira-Rio. Eu sou muito grato por isso.

ZM: Esse episódio, na sua opinião, serve para mostrar que a vida de um jogador de futebol não é fácil como muitas pessoas pensam?

A: Sim. Na verdade, a pior fase na vida de um atleta, seja de futebol ou qualquer que seja a modalidade, é quando ele está lesionado, ainda mais se for uma lesão séria que exige meses para retornar. Ver seus companheiros treinando, suando e você não poder estar junto para ajudar de alguma maneira… Enfim, eu me sentia inválido. Pior ainda é você ver um olhar de desconfiança de alguns, não de atletas, de outros, como foi o meu caso. Só eu e Deus sabemos o que passei. Aproveito a entrevista para agradecer aqui mais uma vez todo o Departamento Médico do Inter naquela situação.

ZM: Foi muito difícil e desafiador chegar ao Inter justo em uma fase de reconstrução do clube?

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A: Com certeza. Pra mim, foi um sonho ser contratado pelo Inter. Mas digo pra mim que eu cheguei no Inter no ano errado, pois foi um ano muito difícil, onde colocar o clube de volta à Série A não era o suficiente. Tínhamos que ter ganho o título, mas isso é o futebol. Além disso, tive poucas oportunidades de mostrar meu futebol por diversas coisas e pela lesão. Mas deixo claro aqui a minha gratidão ao Inter como instituição.

ZM: Muitos jogadores de 2017 seguem no elenco hoje, como Cuesta, D’Alessandro, Lomba, Edenilson…. você ainda acompanha o Inter? Acha que o clube está perto de um grande título?

A: Claro, sempre estarei na torcida pelo Inter e pelos amigos que lá o fiz. Sem dúvida nenhuma, são grandes jogadores e onde se tem grandes jogadores, e se tem uma grande camisa, então sempre se estará perto de títulos. Mas estamos falando de futebol, onde nem sempre o melhor vence. É um esporte imprevisível, mas com muito trabalho não tem como não dar certo. Uma hora o título vem. Requer paciência e trabalho, mas eu estarei sempre na torcida pelo Inter onde eu estiver.

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