Abel revela relação atual com a direção do Inter, cita mudanças que fez no time de Coudet e lembra Brasileirão: “Doeu”

Ex-treinador do Inter concedeu entrevista ao Bem, Amigos! do SporTV nesta segunda-feira

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Em participação no programa Bem, Amigos!, do SporTV, nesta segunda-feira, o técnico Abel Braga negou ter qualquer tipo de mágoa ou problema de relacionamento com a atual direção do Inter. Logo após o término do Brasileirão, o novo presidente Alessandro Barcellos e o vice de futebol João Patrício Herrmann decidiram manter o que foi idealizado na campanha eleitoral em dezembro e foram buscar o espanhol Miguel Ángel Ramírez.

Abel revelou que já sabia que não ficaria no clube e que nem mesmo na sequência de nove vitórias no Brasileirão, a maior da história dos pontos corridos, foi procurado pela direção para renovar. Ainda assim, entendeu que os dirigentes estavam no seu direito de fazerem a troca:

“Durante a eleição, ficou óbvio que o Alessandro e o João Patrício haviam feito um contato com o novo treinador. Isso é um direito deles. Não tem absolutamente nada. Saí bem, gostei de todos. A relação foi ficando cada vez melhor. Problema zero. Mesmo naquela sequência sem perder e de nove vitórias seguidas, eles não me falaram nada. Então, era óbvio. Fácil de imaginar. Mas isso eles tinham total autonomia e direito. É uma nova direção, com direito de mudar”, declarou.

Marcelo Medeiros tem ótima relação com Abel Braga – Foto: Ricardo Duarte/Inter

O convite de Abel foi feito a partir de uma convocação do seu amigo e ex-presidente Marcelo Medeiros, com quem já havia trabalhado no clube em 2014. Depois de um início ruim envolvendo as quedas na Copa do Brasil e Libertadores, o treinador “achou” o time a partir de mudanças dentro da escalação padrão usada pelo antecessor Eduardo Coudet:

“Feliz por ter passado lá, quebrado a marca de jogos de treinador do clube, a marca de vitórias em Brasileiro. Tudo prazeroso. E se você for ver, nós terminamos jogando apenas com quatro que eram titulares com a comissão técnica anterior. Lomba, Cuesta, Edenilson e Patrick. Nós botamos o Rodinei, o Lucas, o Moisés, o Dourado, o Praxedes, o Caio e o Yuri Alberto. Foi legal”, lembrou Abel, antes de reclamar da arbitragem nos jogos finais do Brasileirão contra Flamengo e Corinthians:

“Eu não tinha vivenciado, em tantos anos de carreira, algo parecido. Aquilo que se passou, tanto no jogo anterior contra o Flamengo, a forma como Rodinei foi expulso aos três minutos do segundo tempo, tanto o jogo quanto o Corinthians… ficou um amargo. Nem nos meus melhores sonhos, um clube centenário, eu poderia imaginar. A chegada foi difícil. (…) Consegui, através desse fato inédito, a sequência de vitórias, outro recorde. Apaziguou um pouco (o gosto amargo). Fui eleito o melhor técnico do Brasileiro, muitas pessoas queridas na premiação. Tirou um pouquinho, porque doeu”, encerrou.

Desde a saída do Inter, clube pelo qual fechou um total de 340 jogos no comando, Abel Braga se encontra disponível no mercado.

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