
Mais aliviado após a importante vitória, Luís Castro fez uma reclamação contundente sobre o calendário antes do próximo compromisso do Grêmio. Após a classificação diante do Mirassol, o treinador português classificou como uma “violência extrema” a necessidade de preparar a equipe para enfrentar o São Paulo, pelo Brasileirão, já no sábado, com um intervalo inferior a 69 horas entre as duas partidas.
A decisão pela Copa do Brasil começou às 19h30 de quarta-feira, na Arena. O próximo jogo gremista está marcado para sábado, às 16h, no mesmo estádio, pela 22ª rodada do Campeonato Brasileiro. Entre os horários previstos para o início dos dois confrontos, serão apenas 68 horas e 30 minutos.
“Eu acho que é uma violência extrema nós jogarmos com dois dias entre os jogos de forma coletiva. É uma violência extrema”, declarou Luís Castro.
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O treinador, entretanto, deixou claro que não pretende transformar a sequência em justificativa antecipada para um eventual resultado negativo. Segundo ele, o Grêmio terá de se entregar completamente diante do São Paulo, independentemente das dificuldades provocadas pelo calendário.
Vitória ajuda o Grêmio a recuperar o elenco e gera elogios
Luís Castro entende que o resultado positivo pode compensar parcialmente o desgaste físico. O Grêmio venceu o Mirassol por 1×0 e avançou às quartas de final da Copa do Brasil, encerrando uma sequência de sete partidas sem vitória.
Na avaliação do técnico, frustrações e eliminações aumentam a sensação de cansaço. A classificação, por outro lado, melhora o ambiente e ajuda o organismo dos jogadores a responder ao processo de recuperação realizado entre uma partida e outra.
“O sistema nervoso central, quando tem uma desilusão, quando tem uma tristeza, quando não consegue o objetivo, torna o corpo muito mais cansado. É natural que a vitória tenha impacto nos jogadores cansados, mas a recuperação será muito mais rápida porque têm uma vitória em cima deles”, explicou.
O treinador ainda aproveitou para fazer rasgados elogios ao atacante Pavón, que fez o gol de falta da classificação sobre o Mirassol ainda na etapa inicial:
“Reinaldo é um jogador de grande capacidade física, que impõe dinâmicas fortes no corredor. Tínhamos que tirar o conforto que ele tem. A intensidade do Pavón, sabíamos que ele tem capacidade física para igualar. É um jogador fantástico na entrega”, acrescentou.
Luís Castro descarta desculpas para o próximo jogo
Apesar das críticas, Luís Castro adotou um discurso de responsabilidade. O português reconheceu as dificuldades, mas afirmou que o desgaste não pode servir como desculpa para a equipe deixar de competir. “Nada serve de desculpa para nós. Temos que nos entregar por completo ao próximo jogo”, garantiu.
A comissão técnica precisará avaliar individualmente os atletas mais utilizados. Alguns jogadores acumulam partidas consecutivas, enquanto outros retornaram recentemente de lesão ou ainda buscam a melhor condição física.









