A perda do Brasileirão de 2020, que só terminou no começo de 2021, ainda traumatiza o ex-técnico colorado Abel Braga, que gostaria de ter terminado a carreira dando um título nacional ao Inter. Mas, para ele, decisões equivocadas da arbitragem contribuíram diretamente no resultado final, que acabou gerando o Flamengo como o campeão da época.
Em nova entrevista dada ao jornalista Duda Garbi, Abel relembrou a derrota de 2×1 para o Flamengo no confronto direto no Maracanã com a expulsão do lateral-direito Rodinei. Segundo ele, o jogador atingido, Filipe Luís, entrou no vestiário colorado pós-jogo e disse que não tinha sido falta nem para amarelo:
“Duas ou três rodadas antes, teve um Grêmio x Flamengo e o Wilton Pereira Sampaio dá o pênalti idêntico com o jogador com a mão apoiada. Ele apitou, não teve consulta e gol. Contra nós, foi aquilo. E depois ele apitou por que naquela bola que o Cássio soltou? Não tem contato. Quando o goleiro solta, ele apita”, citou Abel, antes de ampliar:
“Mas a gente sentiu no jogo contra o Flamengo, no Maracanã, na expulsão do Rodinei. No dia, o Filipe Luís vai ao vestiário entregar alguma coisa e diz que aquilo não era falta nem para amarelo. Antes, em um jogo contra o Vasco no Rio de Janeiro, também foi complicado. Sentimos que tinha alguma coisa no ar. É coincidência demais contra o Inter desde 2005”.
Abel Braga não ficou no Inter
Naquela mesma campanha, Abel ajudou o Inter a encaixar uma grande sequência de vitórias, mas, mesmo assim, não foi convidado para permanecer no clube. Na ocasião, o presidente eleito Alessandro Barcellos já havia assumido compromisso com o espanhol Miguel Ángel Ramírez, que não deu certo e foi demitido no começo do Brasileirão seguinte.
“A única coisa que me chateou é que eu não fui comunicado. Hoje eu me dou muitíssimo bem com o Barcellos. E como eu torço para o Inter é óbvio que eu torço para ele. Teve um fato que o levou a isso. A eleição foi em dezembro. E no meio disso a equipe teve uma sequência incrível. Ele contratou uma outra pessoa. Correto, justíssimo. Ele deixou alguma coisa garantida para o fim do Brasileirão. Normal. Eu acho que se ele pudesse desfazer o pré-contrato assinado, ele teria feito. Mas não podia”, concluiu Abel.