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Teco relembra Libertadores de 2007 pelo Grêmio e cita jogadores que evitaram bater pênalti

Ex-zagueiro concedeu nova entrevista e lembrou bastidores de uma campanha marcante

NA MEMÓRIA

Em nova entrevista publicada no perfil “Arquivo Futebol Clube”, no Instagram, o ex-zagueiro Teco relembrou momentos marcantes do Grêmio na Conmebol Libertadores de 2007, como a disputa nos pênaltis contra o Defensor, no Olímpico, na fase de quartas de final. Ele mesmo fez um dos gols no tempo normal da vitória de 2×0, que forçou a realização de penalidades máximas, onde ele próprio e o atacante Carlos Eduardo disseram ao técnico Mano Menezes que não estavam confiantes para bater.

“Durante o jogo, o Mano tira o Tcheco, o Amoroso e o Tuta. E eu, muito observador, que eu tinha tempo e jogava lá atrás analisando, eu vi que estávamos sem os batedores oficiais. Esse negócio ficou estranho. Iria sobrar para mim. Jogando, eu já estava pensando nos pênaltis. Dito e feito. Ganhamos de 2×0 e nos reunimos. O Mano falou para nós que falaria os cinco nomes que iriam cobrar”, iniciou Teco.

“Ele disse: ‘Quem não estiver confiante me fala e a gente troca’. Eu fiquei com o coração acelerado. E ele falou o meu nome como 4° a bater. Eu fiquei meio assim… nunca tinha batido pênalti. Olímpico lotado. O Carlos Eduardo, na hora, pegou e falou: ‘Professor, não estou confiante e não quero bater’. E eu fui na onda dele (risos). Se ele não fala, eu acho que eu bateria. Aí fui com ele e disse que não estava confiante. Aí acho que o Douglas e o Ramón bateram. Mas deu certo, graças a Deus”, acrescentou.

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Depois da derrota no Uruguai na partida de ida, o Grêmio conseguiu virar e se classificar para a semi para pegar o Santos com o seguinte time: Saja; Patrício, William, Teco e Lúcio; Gavilán (Douglas), Sandro Goiano, Tcheco (Ramón) e Carlos Eduardo; Amoroso e Tuta (Everton).

Teco também relembra Grêmio x São Paulo

O ex-zagueiro gremista também recordou com detalhes a união entre time e torcida, que chamou a atenção até mesmo de jogadores do São Paulo na fase anterior de oitavas de final.

“Foi se criando uma identidade entre time e torcida, que dificilmente perderíamos em casa. Só perdemos para o Boca Juniors. Qualquer outra equipe que nos enfrentasse naquela época, pelo ritmo que jogávamos, dificilmente iriam nos ganhar. Depois do jogo do São Paulo, eu vou pro doping com o Patrício. Do lado deles, foram Dagoberto e Marcel. Aí você vai conversando, mais relaxado, eles falaram que sabiam que não iriam ganhar do Grêmio. Pelo clima criado, pela torcida e pelo time que o Grêmio tinha”, acrescentou.

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