Grêmio

Renato fala do Grêmio em nova entrevista e revela arrependimento recente na carreira

Técnico do Vasco da Gama se manifesta e relembra drama da enchente no RS

ENTREVISTA

Em nova entrevista concedida à jornalista Joanna de Assis, do SporTV, Renato Portaluppi abriu o jogo sobre diversos temas e relembrou a dificuldade que foi trabalhar no Grêmio em 2024 no meio da enchente, algo que afetou tragicamente o povo do Rio Grande do Sul. Ele conta que buscou ajudar “muita gente”, mas que, em campo, o desempenho do time ficou afetado:

“Eu sou gaúcho. Vendo o que estava acontecendo no meu estado, fiquei muito triste. De minha parte, eu ajudei muita gente. Nunca falei isso. Ajudei com maior prazer. Minha filha ficou várias noites sem dormir ajudando as pessoas. O que eu pude fazer pelo povo de lá, eu dei o máximo. Infelizmente aconteceu, ninguém esperava. No próprio futebol, o Grêmio foi muito prejudicado naquele ano, e muita gente não entendeu isso”, disse Renato, em fala recuperada pelo portal GE.

“Nós jogamos um Campeonato Brasileiro, que eu falo que é super difícil, fora da nossa casa. E mesmo assim, eu falei que o Grêmio não iria cair, com quatro rodadas antes fugimos do rebaixamento. Você sabe o que é jogar um campeonato brasileiro fora da sua casa como o Grêmio jogou? Foi um episódio muito triste que eu espero que nunca mais se repita, foram muitas perdas, não é bom nem lembrar”.

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Renato cita arrependimento na carreira

Em alta no Vasco da Gama e vindo de uma vitória de 2×1 em casa sobre o próprio Grêmio, Renato conta que se arrependeu de ter pedido demissão do Fluminense na temporada passada:

“Eu me arrependi de ter pedido demissão. Nós estávamos bem, tínhamos feito um Mundial maravilhoso, estávamos muito bem na tabela. O grupo do Fluminense era maravilhoso de se trabalhar, o torcedor sempre deu força”, iniciou.

“Tanto é que tomei a decisão depois do jogo e todo mundo veio falar comigo no vestiário – o presidente, a diretoria. ‘Não, pelo amor de Deus, você está de cabeça quente, repensa’. Eles não queriam de maneira alguma (que eu fosse embora), mas eu já tinha tomado a decisão. Eu me arrependi de ter tomado aquela decisão de cabeça quente, porque lá estava tudo maravilhoso. Tomei a decisão errada, no momento errada, mas hoje estou feliz aqui no Vasco”, acrescentou.

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“Não é pela fragilidade, eu estava de cabeça quente. No Brasil, temos 200 milhões de treinadores. Todo mundo entende de futebol. Eu costumo falar… Ninguém liga pra Nasa, ninguém vai no hospital fazer uma cirurgia, ninguém opina que o advogado está errado, mas no futebol todo mundo é gênio. Você tem que ser de ferro”, finalizou o ex-gremista.

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