
O Inter foi oficialmente denunciado pela Conmebol após o episódio envolvendo papéis picados na partida contra o Flamengo, realizada no dia 20 de agosto, pelas oitavas de final da Conmebol Libertadores. A entidade sul-americana enquadrou o clube em quatro artigos distintos, todos relacionados a falhas de segurança e organização no Beira-Rio.
O caso mais emblemático foi o atraso de 21 minutos no início do jogo. A chuva de papéis picados cobriu boa parte do gramado, impedindo o árbitro uruguaio Esteban Ostojich de autorizar o começo da partida. A bola chegou a ficar com aspecto prateado, e stewards precisaram ajudar na limpeza do campo e até uma rede foi utilizada.

Além do artigo 24 do Regulamento de Segurança, que proíbe o uso de máquinas para lançar papel picado, o Inter foi enquadrado nos artigos 11.2 M e 12.2 C do Código Disciplinar, por causar atraso e permitir o uso de sinalizadores. Também foi citado no artigo 4.2.13 do Manual de Clubes, por não garantir a área de hospitalidade exigida para patrocinadores.
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Segundo o jornalista Tomás Hammes, do ge, o clube já apresentou defesa:
“O Inter publicou uma nota afirmando que a ação dos papéis picados era planejada, mas houve falha na execução”, comentou Tomás Hammes.
Internamente, o clube tomou medidas imediatas. Dois funcionários foram demitidos após o episódio, embora os nomes não tenham sido divulgados. A ação, segundo apuração do GZH, envolveu setores como marketing, comunicação e operação de jogo, que estavam cientes da proposta visual para recepcionar o time.
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O Tribunal Disciplinar da Conmebol deve anunciar a punição nos próximos dias. A multa pode ultrapassar US$ 50 mil, valor que será descontado da premiação recebida pela participação na Conmebol Libertadores.
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