
DECLARAÇÃO
Ciente da pressão na qual está inserido no Grêmio, potencializada pelo frustrante empate sem gols em casa diante do Remo pelo Brasileirão, o técnico Luís Castro deixou claro em coletiva de imprensa que tem “consciência” de tudo que vem acontecendo no clube e em termos de resultados. Mas prometeu, acima de tudo, defender os seus jogadores até o fim.
“Há uma coisa que todos devem ter certeza: eu tenho consciência de tudo. Não é preciso que ninguém me diga se eu tenho ou não. Com 64 anos, e com 30 anos de treinador, tenho consciência de tudo que está acontecendo. Por ter consciência, disse que fomos uma equipe deficiente no primeiro tempo e estivemos abaixo nesta noite”, pontuou Castro.
“Os meus jogadores nunca irão caminhar sozinhos. Vocês não podem atacar os meus jogadores. Me atacar, sim. Eles (jogadores) são intocáveis”, acrescentou.
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Pela frente, o Grêmio, devendo ter reservas, vai estrear na Copa Sul-Americana na quarta-feira, 21h30, no Uruguai, diante do City Torque. Depois, volta ao Rio Grande do Sul para duelar contra o Inter, sábado, 20h30, no Beira-Rio, no primeiro Gre-Nal do Brasileirão deste ano.
Mais falas de Luís Castro após Grêmio 0x0 Remo
“Houve muita instabilidade no primeiro tempo e o jogo fica marcado fundamentalmente por isso, pois deixamos o Remo tomar conta nessa primeira parte e por méritos deles conseguiram fazer isso. Sentimos muito o apoio da torcida durante todo o jogo, a torcida foi incansável, protestou no fim e bem, todos nós protestamos contra nós mesmos. Portanto, a torcida tem totalmente esse direito, após ter apoiado de forma incondicional”
“Um Gre-Nal, mesmo com jogo antes no Uruguai, é sempre um Gre-Nal. Não dizer que tem tensão no Gre-Nal é fugir da realidade. Jogar um jogo como o de hoje, depois em três dias no Uruguai, para depois um Gre-Nal… vocês já sabem qual a minha conclusão sobre a escalação”
“O que mais me incomoda é não ter conseguido a estabilidade a equipe. Procuramos o balanço da equipe, mas uns saem por lesão, outros entram nestas oportunidades e aí se cria uma instabilidade. Nós treinadores não gostamos. Queremos uma equipe estável. E realmente no meio de campo estamos instáveis. Na defesa, perdemos o Marlon, que lamentamos, mas estabilizamos de alguma forma, assim como no ataque”
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