
O Inter conquistou a Recopa Gaúcha em Pelotas, mas a noite também ficou marcada por histórias que foram além da taça. Depois da virada por 2×1 sobre o Brasil de Pelotas, no Bento Freitas, jovens do Celeiro de Ases celebraram a conquista com medalha no peito e emoção evidente no gramado. Fabrício Prado e Luiz Felipe estrearam como profissionais em uma final, enquanto João Victor viveu a festa ao lado do irmão. A cena reforçou o lado mais humano de uma partida que também serviu para observar alternativas do elenco colorado.
O contexto já chamava atenção antes da bola rolar. O Inter havia levado três jovens relacionados pela primeira vez: Luiz Felipe, Gabriel Vinicius e Fabrício Prado. A delegação também tinha outros nomes formados na base, em uma partida usada por Paulo Pezzolano para preservar parte dos titulares. Luiz Felipe, lateral-esquerdo de 19 anos, é irmão de João Victor, atacante que já havia atuado no profissional na temporada.
Fabrício Prado foi um dos personagens mais emocionados da noite. O atacante de 16 anos entrou no segundo tempo e terminou a partida com a primeira medalha no profissional. Natural de Porto Alegre, ele já vinha chamando atenção nas categorias de base. Em 2026, foi goleador da Copa Santiago Sub-17, estreou no Sub-20 e participou de treinos com o grupo principal.
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A fala do jovem foi carregada de emoção. Fabrício tratou a estreia como realização de um sonho antigo, construído desde a infância. O atacante também destacou a surpresa ao saber que seria relacionado para viajar a Pelotas, em uma decisão que terminou com título colorado.
“É meu primeiro jogo já com título. Sonhei muito por esse momento, meu primeiro jogo profissional. Eu venho trabalhando desde os meus quatro anos, quando eu decidi mesmo ter esse sonho. Joguei por tudo, pelo meu sonho, e agradeço muito a oportunidade”, disse Fabrício Prado.

Irmãos do Inter celebram juntos noite de título
A história dos irmãos ganhou ainda mais força depois do apito final. Luiz Felipe foi titular na lateral esquerda e fez sua estreia profissional em uma decisão. João Victor, também formado na base, acompanhou a noite histórica do irmão dentro do grupo colorado. A presença dos dois no mesmo ambiente de título deu à Recopa um recorte especial para o Celeiro de Ases.
João Victor falou primeiro e abriu a entrevista com agradecimento. O atacante valorizou o momento pessoal vivido pela família e destacou o orgulho de ver Luiz Felipe estrear em uma final. A fala teve tom de sonho realizado, especialmente por acontecer em um clube do tamanho do Inter.
“Só tenho a agradecer a Deus. Estou vivendo um momento maravilhoso na minha vida. É muito orgulho ver meu irmão estreando, fazendo um bom jogo e uma final também estando do lado dele. Querendo ou não, é um sonho”, disse João Victor.
Luiz Felipe também demonstrou emoção ao falar sobre a noite. O lateral contou que não esperava começar como titular e admitiu nervosismo quando soube que seu nome estava na preleção. A estreia veio justamente em uma final, com o irmão por perto e o Inter levantando uma taça.
O jovem ainda lembrou a origem da família e a trajetória até o profissional. Natural do Rio de Janeiro, Luiz Felipe chegou ao Inter em 2025 e disputou a Copinha em 2026. Na atual temporada, acumulava jogos pelo Celeiro e foi levado para a Recopa como única opção de origem para a lateral esquerda entre os relacionados.
“Quando saiu meu nome, eu fiquei nervoso. Eu não sabia que ia sair jogando como titular. Quando fui ver na preleção que eu fui titular, com meu irmão junto, é um negócio gratificante demais. Não tenho nem palavras para descrever esse momento. Nunca imaginava isso, meu irmão estar no mesmo time, estreando profissional do Inter, que é um clube gigante”, disse Luiz Felipe.
A entrevista também teve um momento mais leve. Os irmãos falaram sobre a semelhança física, brincaram sobre quem faz mais sucesso e citaram os duelos nos treinamentos. João Victor atua pelo lado do campo, enquanto Luiz Felipe é lateral. A relação, portanto, também aparece dentro da rotina de disputa e crescimento no clube.
O cenário ajuda a explicar por que a Recopa ganhou valor interno para o Inter. Mesmo sendo uma competição menor no calendário, a final entregou experiência real para jogadores em formação. O próximo compromisso do profissional será no Brasileirão, contra o Coritiba, no sábado, às 16h, no Couto Pereira.
A taça ficou com o Inter, mas os estreantes levaram uma lembrança ainda maior. Fabrício Prado viveu o primeiro jogo profissional com título. Luiz Felipe estreou como titular ao lado do irmão. João Victor acompanhou de perto um capítulo familiar dentro do clube. Em uma noite de virada, Borré decidiu o placar, mas o Celeiro também saiu do Bento Freitas com histórias para guardar.
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