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Inter empata com o Remo e vira alvo de alerta antes do Gre-Nal

O empate fora de casa expôs problemas repetidos. A semana agora muda de chave para a final do Gauchão

O Inter voltou a tropeçar no Brasileirão e saiu de Belém com mais pressão do que alívio. Na noite de quarta-feira 25, o time empatou com o Remo por 1×1, no Mangueirão, pela 4ª rodada. Alan Patrick abriu o placar, mas Picco deixou tudo igual ainda no primeiro tempo. O resultado manteve o Colorado sem vitórias e perto da parte mais incômoda da tabela.

A atuação teve sinais conhecidos e um roteiro que volta a incomodar. O Inter produziu, chegou, finalizou e empilhou ações no terço final. Só que o “capricho” voltou a faltar no último passe e na conclusão. A equipe também deu espaço quando perdeu a bola. E o empate ganhou cara de oportunidade desperdiçada. Dentro do clube, a chave já virou para a final estadual. Mas o Brasileirão não espera.

Na leitura externa, o duelo também reacendeu a discussão sobre escolhas e ajustes. A escalação teve Rochet; Braian Aguirre, Félix Torres, Gabriel Mercado e Bernabei; Bruno Gomes, Paulinho, Vitinho, Alan Patrick e Carbonero; Rafael Borré. No segundo tempo, entraram Ronaldo, Kayky, Allex, Alan Rodríguez e Alerrandro. A montagem, e as trocas, alimentaram críticas pelo encaixe do meio. E pelo impacto ofensivo após alterações.

+ Grêmio x Inter: o recado de Pezzolano e a palavra que ele evitou antes do Gre-Nal

Inter tenta “virar a chave”, mas o Z4 segue batendo na porta

O ambiente, agora, é de decisão de Gauchão, com Gre-Nal em sequência. Só que o time chega com o incômodo de estar no Z4 após quatro rodadas. O próprio recorte de campanha pesa. São apenas dois pontos, com empates fora contra Flamengo e Remo. A próxima partida do Brasileirão será em 11/03, contra o Atlético-MG, também fora. Isso amplia a sensação de risco.

Dentro do Inter, Paulo Pezzolano explicou a ausência de Ronaldo entre os titulares. Antes da fala, o contexto foi claro na coletiva. O treinador citou ansiedade e falta de “sorte” no resultado. E também apontou a entrega do elenco no jogo. Essa justificativa tenta fechar a conta da opção inicial no meio. E busca reduzir o ruído antes do clássico decisivo.

“Ronaldo não estava 100%. Ele pode iniciar, mas não estava 100%. Vinha de uma doença. Então, escolhi não colocar ele de início”, disse Pezzolano.

O empate, porém, não encerrou o debate. Comentários de torcedores e influenciadores cresceram nas redes após o apito final. A cobrança mira a eficiência ofensiva e a consistência defensiva. E também mira decisões de escalação e substituições. O Inter tenta blindar o vestiário, mas o termômetro está alto. No Zona Mista, a repercussão do pós-jogo e a agenda do time já estão mapeadas em detalhes, com foco no que vem pela frente.

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