
O Inter virou alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Grupo Arco-Íris, organização de defesa dos direitos da população LGBTQIA+. A entidade pede retratação pública, promoção de ações educacionais e indenização de R$ 5 milhões por danos morais coletivos. A ação foi ajuizada na Justiça do Rio de Janeiro e cita o clube, Abel Braga, Ramón Díaz e Bernabei como réus. Até aqui, esse é o núcleo confirmado do caso.
Na ação, o Grupo Arco-Íris sustenta que houve repetição de condutas classificadas pela entidade como discriminatórias. Entre os episódios citados estão uma fala de Abel Braga sobre a cor rosa em treinamento, uma declaração de Ramón Díaz após partida do Inter e um episódio atribuído a Bernabei com uma repórter. Esses pontos aparecem no conteúdo da ação e são tratados, neste momento, como alegações apresentadas pela entidade no processo.

O caso também amplia uma disputa que já havia passado pela esfera esportiva. Antes da ação na Justiça comum, o Grupo Arco-Íris levou episódios envolvendo o Inter ao STJD. Em um desses casos, Abel Braga chegou a receber punição de cinco jogos de suspensão e multa de R$ 20 mil, embora depois tenha obtido efeito suspensivo. A nova ofensiva jurídica, portanto, não surge isolada, mas como desdobramento de um embate que já vinha sendo travado em outras instâncias.
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Inter vê caso ganhar dimensão judicial e pressão fora de campo
A leitura da entidade é de que as respostas anteriores não produziram reparação suficiente. O presidente do Grupo Arco-Íris, Claudio Nascimento, afirmou que a medida representa uma mudança de estratégia, com foco maior em responsabilização civil e efeito pedagógico. Já o advogado Carlos Nicodemos atua na representação da associação no caso. Esse contexto ajuda a explicar por que a ação foi construída não apenas com pedido financeiro, mas também com exigência de retratação e medidas educativas.
Até o momento desta apuração, o dado processual mais sensível ainda não apareceu de forma clara em bases abertas consultáveis ao público, como número completo, vara e andamento detalhado. Por isso, o ponto mais seguro para a matéria é trabalhar com o que já está confirmado: a existência da ação, os pedidos apresentados e os episódios mencionados pela entidade autora. Qualquer conclusão sobre condenação, responsabilidade final ou desfecho jurídico ainda seria precipitada neste estágio do processo.
Para o Inter, o caso abre uma frente delicada fora das quatro linhas em um momento de cobrança esportiva e política. Para o Grupo Arco-Íris, a ação busca elevar o debate sobre responsabilidade institucional em episódios de discriminação. O andamento do processo deve definir, mais adiante, se a ação avança para produção de provas, eventual manifestação mais ampla dos réus e possível julgamento. Por ora, o que existe é uma acusação formal levada à Justiça e que recoloca o clube no centro de uma discussão sensível.
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