
O Inter saiu de Belém com um empate por 1×1 diante do Remo, pela 4ª rodada do Brasileirão, e voltou ao Rio Grande do Sul com o calendário dividido. O time ainda busca a primeira vitória na competição nacional, mas precisa virar a chave rapidamente. A decisão do Gauchão chega com Gre-Nal em dois domingos seguidos, em um cenário que aumenta a pressão sobre o vestiário. A FGF confirmou a ida no dia 01/03, às 18h, na Arena, e a volta no dia 08/03, às 18h, no Beira-Rio.
Na entrevista coletiva pós-jogo, Paulo Pezzolano foi questionado sobre mobilização, peso do clássico e clima de decisão. O treinador voltou a dizer que o rival investiu forte e chega com argumentos, mas reforçou que o Inter tem obrigações pela própria grandeza. Ao mesmo tempo, ele buscou esfriar o tom de confronto e puxou a conversa para responsabilidade e preparo. No Zona Mista, o tema já vinha sendo tratado desde a classificação, com a repercussão da fala sobre favoritismo.
Antes de falar sobre “garra” e entrega, Pezzolano fez questão de evitar uma palavra específica, comum em semanas de Gre-Nal. Ele disse que não gosta de usar “guerra” para tratar de futebol. A justificativa veio com um recorte fora do roteiro padrão, ao lembrar que existem conflitos reais no mundo e que o clássico deve ser encarado dentro do esporte. A fala ganhou destaque imediato entre torcedores, e virou um dos trechos mais compartilhados do pós-jogo.
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“Não falo para passar a responsabilidade, falo a realidade. Mas Inter tem a sua responsabilidade a cada jogo por sua história. Sabemos o que é um Gre-Nal. Temos que respeitar, mas, sem dúvida, preparar esse próximo jogo. Sou uruguaio, mas não gosto de falar que um jogo é uma guerra. Deus queira que não seja. Eu entendo a palavra, mas não é o que queremos. Isso é futebol”.
Inter tenta blindar o vestiário e diminuir a ansiedade para o Gre-Nal
O recado se conecta diretamente ao momento do Inter no Brasileirão, ainda sem os três pontos e com a cobrança aumentando a cada rodada. O treinador já tinha citado a necessidade de baixar a ansiedade, porque o time cria chances, mas não transforma isso em vitórias. Ele entende que esse cenário acelera decisões dentro do jogo e aumenta o ruído fora dele, especialmente em semana de final. Pezzolano também explicou o banco de Ronaldo e tratou o tema como condição física e escolha de momento.
Com pouco tempo entre viagem, recuperação e treino, a comissão vai precisar equilibrar emoção e ajustes táticos. O Inter decide em casa por ter melhor campanha, mas o primeiro resultado pode mudar o rumo da final. E o Gre-Nal vira o teste imediato do discurso: intensidade alta, cabeça fria e execução mais limpa. O clube sabe que a semana vai puxar para o barulho. Pezzolano tenta conduzir para o controle. A palavra que ele evitou diz muito sobre o plano.
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