
Agora em alta, Francis Amuzu chegou ao Grêmio como uma aposta internacional, mas passou a ocupar um espaço maior no ataque durante a temporada. O atacante ganês naturalizado belga foi contratado em 2025, depois de construir trajetória no Anderlecht, da Bélgica, e assinou vínculo até o fim de 2026. A chegada tinha como ideia inicial aumentar a velocidade pelos lados do campo. Agora, o desempenho recente mostra um jogador mais decisivo em noites de pressão.
O crescimento ficou ainda mais claro na Sul-Americana. Amuzu marcou o gol da vitória por 1×0 sobre o Deportivo Riestra, na Arena, em abril, quando o Grêmio vinha pressionado por dificuldade de criação. Depois, voltou a ser protagonista contra o mesmo rival, na Argentina, ao marcar novamente na goleada por 3×0. A atuação ajudou o Tricolor a quebrar jejum fora de casa e virar líder do grupo. O Zona Mista mostrou a vitória do Grêmio sobre o Riestra na Argentina após uma noite de alívio.
O perfil de Amuzu explica parte dessa importância. Ele é um atacante de velocidade, normalmente usado pelo lado esquerdo, mas com capacidade para atacar espaços por dentro. Essa característica dá ao Grêmio uma arma diferente em jogos travados. Quando o time encontra marcações baixas, o belga consegue acelerar no um contra um. Quando há campo aberto, também oferece profundidade para puxar transições rápidas. Por isso, virou uma peça útil para diferentes cenários dentro do modelo de Luís Castro.
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Grêmio encontra em Amuzu uma resposta para jogos de pressão
O jogo contra o Riestra, em Buenos Aires, resumiu bem essa evolução. No primeiro tempo, Amuzu recebeu lançamento de Balbuena, limpou dois marcadores e sofreu o pênalti convertido por Carlos Vinícius. Na etapa final, tabelou com Gabriel Mec e finalizou de perna esquerda para fazer o segundo gol gremista. A jogada misturou velocidade, frieza e leitura de espaço. Também mostrou uma conexão importante com um jovem da base, em uma noite de forte cobrança sobre o elenco.
Antes da partida, o atacante vinha de recuperação física. Ele havia sofrido uma pancada contra o Coritiba e ficou fora dos jogos contra Athletico-PR e Palestino. O retorno à lista de relacionados já era tratado como boa notícia para Luís Castro. O Zona Mista destacou a presença de Amuzu na viagem para a Argentina justamente pela falta de alternativas capazes de acelerar o ataque. A resposta veio em campo, com participação direta em dois gols.
Os números também ajudam a medir a mudança de patamar. Com o gol marcado na Argentina, o atacante chegou a 7 em 2026. Ele aparece atrás apenas de Carlos Vinícius entre os principais goleadores do elenco. O dado ganha peso porque Amuzu não é centroavante fixo. Mesmo atuando aberto, passou a produzir gols relevantes em jogos de maior pressão.
Essa presença ofensiva também ajuda Carlos Vinícius. O centroavante concentra atenção dos zagueiros e abre espaços para infiltrações. Ao mesmo tempo, Amuzu obriga os defensores adversários a protegerem os lados do campo. Contra o Riestra, essa dinâmica apareceu no segundo gol, quando Carlos Vinícius brigou com a marcação antes de acionar o belga. O lance terminou em gol depois da tabela com Gabriel Mec, outro nome importante na construção da jogada.
Amuzu ainda não é apenas uma solução estatística. Ele virou uma peça de confiança em jogos nos quais o Grêmio precisa mudar ritmo, acelerar jogadas e agredir a última linha adversária. A temporada segue longa, e a regularidade ainda será decisiva para consolidar esse papel. Mesmo assim, o recorte recente mostra que o atacante deixou de ser apenas uma alternativa de elenco. Hoje, ele é uma das respostas mais fortes do Grêmio para destravar partidas grandes.
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