
De volta ao Grêmio após cinco anos distantes da Arena, onde venceu a Copa do Brasil e a Libertadores em 2016 e 2017, o lateral-direito Edilson concedeu a sua primeira coletiva de imprensa no retorno nesta quarta-feira e não gostou de ser perguntado por um jornalista se, nos últimos anos, havia “faltado raça” durante suas passagens por Goiás e Avaí.
No questionamento, o repórter quis entender o porquê dele prometer “raça, vontade” no retorno ao tricolor e se ele supostamente não vinha apresentando isso nas recentes temporadas:
“Você está dizendo que eu não tive raça nos outros clubes? (…) Em 2018 eu fui campeão também pelo Cruzeiro, eu acho que tive raça (risos). Quando a gente ganha, a gente tem raça, isso? (…) Eu não concordo muito com a tua pergunta dizendo, praticamente, que eu não tive raça em outros clubes, mas respeito”, declarou.
No complemento da resposta, Edilson ainda disse que, em 2021, quando fez 44 jogos ao todo, teria colocado até o rosto na chuteira de um atacante rival se fosse preciso para evitar um gol contra o Avaí. Aos 35 anos, o jogador não poderá jogar o restante do Gauchão por questão de inscrição e é reforço exclusivo para a Série B.
Confira outras declarações de Edilson no retorno ao Grêmio:
Não aceitar derrotas
“Eu posso agregar muito. Em todos os clubes que eu passei, tentei fazer o melhor e ter a indignação de não aceitar as derrotas. Mostrar o caminho para os mais jovens. A gente só se sobressai em clube grande como o Grêmio se for vencedor. Tenho o meu lado alegre, mas dentro de campo tem que ser sério, a indignação dentro de campo tem que ter. É nos abraçarmos. Deixar todas as vaidades de lado, nos unir por um mesmo propósito, que é o Grêmio retornar para a Série A”
Esquecer o rebaixamento
“É não olhar mais para trás, o que passou não vai voltar. É nos fechar ali dentro, pegar força em cada companheiro para enxergar na frente. Eu não consigo comentar o que passou, eu não estava aqui. É antiético falar dos ex-companheiros, não é legal”
Série B de 2022
“Série B é complicado. Viagem longa, calor. É um jogo mais de contato, físico. A maioria se decide em bola parada. A nossa camisa é muito pesada, todos nós sabemos disso. Todos que vestem essa camisa, tem que saber da responsabilidade e da grandeza desta camisa”
Concentrado com o grupo
“Vou concentrar com eles pro Gre-Nal sim. Eu queria fazer parte disso desde agora, de estar junto no vestiário. Não estou inscrito no Gauchão, mas já estou no vestiário. Quando bate neles, vai doer em mim também. Fizemos uma atuação fraca mesmo no primeiro Gre-Nal, mas ainda bem que era uma fase classificatória. É aprendizado, tenho certeza que vamos ter um jogo diferente e fazer um grande jogo dentro do Beira-Rio”
Reencontro com Kannemann e Geromel
“O Kannemann falou para mim no vestiário: ‘Poxa, parece que você nunca saiu’. Geromel, Michel, Léo Gomes, outros que eu conhecia e não havíamos jogado juntos… que a gente possa estar sempre juntos, brigando juntos”
Orejuela
“Todo jogador, ainda mais competitivo como eu, vou querer jogar. Mas não sou egoísta de não querer ajudar meu companheiro. Orejuela é um grande jogador, infelizmente não está vivendo um momento tão bom. É mostrar o valor dele, que ele tem condição e vai nos ajudar”
Amor pelo Grêmio
“É muito especial, desde quando eu saí, em 2018, eu deixei muito claro para o Romildo a minha vontade de voltar ao Grêmio. Para mim é diferente dos outros clubes, eu tenho um amor por esse clube. Me projetou nacionalmente com títulos e vitórias”