Grêmio

Diori explica por que o gol do Grêmio contra o Juventude teve irregularidade

Pavón, improvisado na lateral-direita, colocou o pé dentro do campo na hora do arremesso

LATERAL DE PAVÓN

A origem do gol marcado por Viery, que levou o Grêmio a disputar e vencer os pênaltis contra o Juventude neste domingo, foi irregular, segundo análise do comentarista de arbitragem da Rádio Gaúcha, Diori Vasconcelos. O erro não percebido pela arbitragem de campo, comandada por Rafael Klein, foi a invasão de Pavón em campo no momento da batida do lateral.

No segundo tempo, Pavón atuou improvisado como lateral-direito e vinha efetuando os arremessos manuais, como no lance que gerou o gol de fora da área de Viery. Imagens que circulam nas redes sociais mostram ele com o pé dentro do campo, quando poderia no máximo tocar na linha.

“Pela regra, o jogador que executa o lateral precisa estar com parte dos pés sobre a linha lateral ou do lado de fora do campo. Ele não pode pisar dentro do gramado. Ao fazê-lo, comete infração. O correto seria a reversão da cobrança e a posse de bola para o Juventude”, avaliou Diori, em GZH. “Nem o assistente Jorge Bernardi, que observava a grande área no momento da cobrança, nem o árbitro Rafael Klein, posicionado próximo ao desenvolvimento da jogada, perceberam a irregularidade. Trata-se de um erro de campo”.

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“Após a lateral, houve disputa, rebatidas, oportunidade defensiva para o Juventude e, só depois, o arremate que resultou no gol. A irregularidade está no início da ação, mas não há consequência imediata e direta. Na prática, porém, a cobrança foi irregular e deveria ter sido decidida ali, no campo”, acrescentou.

VAR não poderia ter interferido no gol do Grêmio

O responsável pelo VAR neste jogo, Jean Pierre Lima, acertou ao respeitar o protocolo e não chamar para a revisão por conta desta infração, segundo Diori:

“O VAR não pode intervir nesse tipo de situação. O árbitro de vídeo, comandado por Jean Pierre Lima, está limitado pelo protocolo. Decisões relacionadas a reinícios e procedimentos de reinício de jogo não são passíveis de revisão. O princípio é o mesmo para outras situações como um escanteio cobrado com a bola fora do quarto de círculo, por exemplo”.

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