Grêmio

Como é o contrato de Luís Castro com o Grêmio e o risco financeiro que o clube passa a ter

Direção dá respaldo ao trabalho, mas sabe que o Gre-Nal pode ser divisor de águas

A derrota de 1×0 para o Montevideo City Torque, no Uruguai, com uma atuação abaixo da crítica, abalou o ambiente do Grêmio e jogou um ponto de interrogação no que vem pela frente no clube nesta temporada. O técnico Luís Castro segue no cargo e fará o Gre-Nal de sábado, 20h30, fora de casa, sabendo que precisa reagir para ter vida longa no cargo.

Quem ouviu a entrevista do vice de futebol Antônio Dutra Jr pós-jogo ficou com a sensação de que, em outros momentos, mesmo em derrotas, a defesa ao trabalho do treinador costumava ser maior. Mas o fato é que Castro, além de tudo, está amparado pelo contrato assinado com a atual diretoria.

Ao assinar, Luís Castro fechou contrato de duas temporadas com o Grêmio, ou seja, até o fim de 2027. Segundo informações do repórter Kaliel Dorneles, da Rádio Bandeirantes, ele não tem multa rescisória em caso de demissão. Mas, se o clube optar por sua saída, terá que obrigatoriamente pagar todo o restante do contrato.

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“O Grêmio, desde o início da época, tivemos uma fase que estabilizou. Ficamos 10 jogos sem perder. Isso dava sinais de estabilização. Mas não nos estabilizamos em termos mentais quando vieram as derrotas. A falta de confiança ficou acentuada no jogo com o Remo. E hoje não conseguimos levantar. O aspecto mental hoje não é bom e tem sido fatal para nós. O pior jogo da temporada foi hoje”, comentou Castro após a partida no Uruguai.

Internamente, o Grêmio espera nem discutir tal situação e quer seguir em frente com Luís Castro e com resultados melhores desde já. Por isso, o Gre-Nal deste sábado no Beira-Rio cresceu de importância e já é tratado como uma espécie de divisor de águas na temporada gremista.

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