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Chiquinho revela arrependimento por ter deixado o Inter em 2006: “Fui vaidoso”

Ex-lateral-esquerdo concedeu nova entrevista para a jornalista Débora de Oliveira

EX-LATERAL

Hoje treinador das categorias juvenis do Inter, participando diretamente da formação e lapidação dos jovens que chegam ao clube, o ex-lateral-esquerdo Chiquinho concedeu nova entrevista para a jornalista Débora de Oliveira e relembrou o seu maior arrependimento na carreira no futebol: ter deixado o Colorado no começo de 2006 para ir para o Palmeiras.

Na época, ele não vinha sendo titular com Abel Braga, que tinha outros atletas para a função como Rubens Cardoso, Jorge Wagner e Alex – no meio do ano, ainda chegaria Hidalgo. Pela “vaidade” de não aceitar a reserva, Chiquinho conta que se convenceu de que o melhor a fazer era deixar mesmo o Beira-Rio:

“A maior escolha errada que eu fiz foi ter saído do Inter em 2006 por vaidade de não aceitar a reserva, pela ansiedade de querer jogar e pela falta de paciência. Foi a pior escolha da minha carreira. Me lembro quando eu fui pegar a minha caixa no vestiário, com minha chuteira e minhas coisas, eu estava indo para o Palmeiras e o Fernando Carvalho sempre estava no vestiário e me chamou para conversar”, iniciou Chiquinho, antes de detalhar a conversa com o presidente da época:

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“Ele disse: ‘Chico, não vai embora, fica aqui, não te precipita, daqui a pouco tu vai jogar’. E eu disse: ‘Fernando, tomei minha decisão, preciso jogar e acho que no Palmeiras terei mais espaço, preciso jogar para aparecer de novo’. Eu fui. E é o meu maior arrependimento. Fui vaidoso de não aceitar a reserva, tive falta de paciência e ansiedade. Outras pessoas me disseram para eu não ir. É o arrependimento de não ter sido campeão da Conmebol Libertadores e de não ter ido com o grupo para o Mundial”.

Chiquinho começou a surgir com destaque no Inter em 2002 sob comando de Celso Roth. Depois, ao descobrir uma doença rara, ficou afastado durante todo o 2003. Curado, voltou a ser bastante utilizado na temporada de 2004.

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