
REBATIDA
O comentarista identificado com o Grêmio, Cesar Cidade Dias, o CCD, rebateu neste sábado a coluna escrita pelo escritor colorado Fabrício Carpinejar, que alegou que o rival do Inter na final do Gauchão não era o Tricolor, mas sim o “sistema”. Ele argumentou que o adversário vem sendo favorecido pela arbitragem, como supostamente ocorreu no primeiro jogo na Arena.
“Disse ele que o Inter não irá enfrentar apenas o Grêmio na decisão, colocando uma série de adversários subjetivos, e talvez imaginários, no contexto da sua reflexão. Diante disso, tentei entender quem, de fato, seria o adversário do Grêmio neste enfrentamento”, iniciou Cesar.
“Fico imaginando como seria fácil para o trabalho no clube se eu colocasse, antes do jogo, uma desculpa para um suposto fracasso. A derrota prévia é a salvação de quem tem a responsabilidade de jogar e eu jamais deixaria o Grêmio perder para o seu próprio subterfúgio”, ampliou, antes de finalizar:
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“O Grêmio, se quiser vencer, precisa jogar mais do que o Inter, mesmo fortalecido pelo combustível do condicionamento. Mesmo assim, o estádio lotado e os jogadores colorados seguem sendo o maior problema dos gremistas. E se o Grêmio por acaso perder o título, amigo Carpinejar, fique sabendo, nada será desculpa, nem mesmo estas básicas utilizadas para justificar fracassos e incompetência”.
As falas de Carpinejar em coluna sobre Inter e Grêmio:
O Inter não atuará contra o Grêmio, e sim contra as falhas dos juízes, contra o sistema, contra o campeonato, que parece ter consagrado um campeão por antecedência. Não é contra o Grêmio, mas contra seu favoritismo acachapante, contra a cabine do VAR, contra os áudios do VAR, contra as narrativas de que ninguém foi prejudicado na Arena, contra o olé cantado pela massa azul no início do segundo tempo, contra a soberba, contra as risadas de escárnio, contra a flauta prévia, contra os acasos e as imperfeições humanas, contra o mundo.
O heroísmo descende da exclusão. Os humilhados costumam ser exaltados. O Grêmio não é só o favorito, é o preferido. Maior do que a rivalidade, maior do que a tensão entre os dois clubes, o combustível para uma proeza dessa magnitude, para a crença no impossível, vem sendo a injustiça. Nada une mais um grupo do que erros consecutivos e incompreensíveis de arbitragem.
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