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Carlos Eduardo busca novo clube e relembra força da torcida do Grêmio: “Viramos jogos por causa deles”

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Ainda buscando clube depois de ter saído do Coritiba no meio de 2019, Carlos Eduardo, hoje com 32 anos, guarda com muito carinho a passagem pelo Grêmio e o “show” da torcida a cada jogo em casa. Sua saída se deu no mesmo ano que subiu ao profissional, em 2007, por 8 milhões de euros ao Hoffenheim, da Alemanha. O vice da Conmebol Libertadores diante do Boca e os planos para a carreira estão entre os temas da nova entrevista exclusiva do Zona Mista.

Zona Mista: Como você definiria a importância do Grêmio na sua vida? É um sentimento de gratidão eterna?

Carlos Eduardo: O Grêmio foi onde tudo começou pra mim. A minha história dentro do futebol eu devo muito ao tricolor por tudo que o clube me proporcionou. É uma camisa que vai estar sempre no meu coração.

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ZM: Falando da Conmebol Libertadores de 2007, a impressão era que a torcida do Grêmio carregava o time nos jogos em casa. Os jogadores também tinham essa sensação?

CE: Naquele ano, o nosso time era muito unido e nós viramos algumas partidas por causa da torcida. Pra falar de 2007 sempre temos que lembrar que a nossa torcida dava show a cada jogo nosso no Olímpico. Quando estávamos em campo, nós dávamos o máximo e a torcida vinha junto, nos apoiando muito.

ZM: O que faltou para ganhar do Boca e faturar aquele campeonato?

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CE: No primeiro jogo daquela final contra o Boca, lá na Argentina, nós estávamos bem em campo, mas até tomar o primeiro gol. Depois vacilamos bastante durante a partida e complicou. Mas é claro que o Boca tinha uma grande equipe e o Riquelme, pelo que jogou, fez toda a diferença.

ZM: Durante todos esses anos desde a sua saída, houve algum momento em que você teve proposta e esteve perto de voltar ao Grêmio?

CE: Tive uma situação pra voltar logo depois ainda com o presidente Paulo Odone e depois disso teve apenas sondagens.

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ZM: Não ter ido à Copa do Mundo de 2010, quando você vivia uma ótima fase na Alemanha, é uma das maiores frustrações da carreira?

CE: Frustrações eu não diria, mas pra mim já foi um honra estar entre os suplentes. Antes, em convocações, tive a oportunidade de jogar com os melhores do mundo e para mim foi um orgulho imenso estar ali.

ZM: Quais os planos para a continuidade no futebol? Ainda se vê atuando em alto nível em uma Série A, por exemplo?

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CE: Tenho planos em voltar sim e já tenho algumas coisas se alinhando para isso. Logo eu estarei em campo fazendo o que mais amo que é jogar e estar feliz.

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