
OPINIÃO
Apesar de ter sido crítico a treinadores estangeiros recentes do Inter, o jornalista colorado Fabiano Baldasso, desta vez, demonstra ter gostado da escolha do uruguaio Paulo Pezzolano para comandar o clube na temporada de 2026. Em vídeo publicado em suas redes sociais, o comunicador lembrou o trabalho feito por ele no Cruzeiro e indicou que o técnico já chega ao Beira-Rio com uma experiência prévia importante.
“Eu gosto da ideia do Pezzolano no Inter. Vão dizer assim: ‘Logo tu, Baldasso, que não gosta de treinador estrangeiro’. Só que isso nunca foi verdade. A gente vive uma realidade desde Jorge Jesus e Abel Ferreira que se tenta, desesperadamente, treinadores de fora aqui no nosso país. Mas não pode o teu primeiro critério ser a nacionalidade. Para cada Jesus e Abel, uns trinta não deram certo. A minha restrição é analisar o momento do clube e os perigos de trazer alguém que necessite de tempo para se adaptar”, iniciou Baldasso, que foi além:
“O Pezzolano tem uma experiência dentro do futebol brasileiro e que foi boa dentro do Cruzeiro, com campanha histórica na Série B. ‘Ah, mas é Série B’. Tudo bem, mas é o Cruzeiro. Tanto que, depois, o Ronaldo levou ele para a Espanha. Ele tem bons trabalhos e conhece o futebol brasileiro. Mesmo assim, ele vai ter que conhecer o elenco do Inter e a realidade do clube, que eu espero que a direção esteja mostrando. Se a diretoria estiver jogando limpo, já disse a ele que o ano que vem será muito complicado”.
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Baldasso vê Flamengo muito acima
Outro tópico abordado nesta semana no seu canal foi o patamar atingido pelo Flamengo, que disputou a final da Copa Intercontinental contra o PSG e só caiu nos pênaltis após empatar em 1×1 no tempo normal e depois na prorrogação:
“O Flamengo mudou a história do futebol brasileiro e estamos vivendo um momento de transição de todo o andamento do futebol no Brasil desde que ele começou a assistir. Nós vivíamos uns eventos sazonais na disputa com europeus e hoje entramos numa normalidade que faz com que o curso da história parta para outro momento. O Inter venceu o Barcelona, mas foi sazonal. O Inter não faz parte da turma do Barcelona, nem o São Paulo da do Liverpool, nem o Corinthians do Chelsea”, salientou Baldasso, que concluiu:
“O Flamengo não fez uma partida sazonal contra o PSG, que é o melhor time do mundo. O que o Flamengo fez neste jogo foi o seu novo normal. É o seu poder de hoje. Eu sempre disse que o Flamengo, no dia que se organizasse, viraria um dos principais clubes do mundo. Tem 45 milhões de torcedores e é atração no mundo inteiro. Bastava ter gestão e fizeram esse processo. Pasmem ou não, o Flamengo hoje é um dos maiores clubes do mundo. E disputa contra os maiores do mundo”.









