
Durante sua entrevista coletiva de apresentação nesta sexta, Arthur foi questionado sobre o atual momento do futebol brasileiro. O volante, que retorna ao país após sete anos atuando na Europa, demonstrou entusiasmo com o que tem visto nos gramados nacionais. Ele destacou a qualidade dos atletas que voltaram ao Brasil e os investimentos feitos pelos clubes.
Segundo Arthur, o nível técnico e tático do futebol brasileiro cresceu consideravelmente nos últimos anos. Ele citou nomes de peso que optaram por retornar ao país, o que, em sua visão, contribui diretamente para elevar o padrão das competições.
“Então, na minha opinião, o futebol brasileiro evoluiu muito. Em um período não tão muito grande, mas teve uma evolução enorme. Posso te citar nomes. Grandes, grandes jogadores que poderiam ainda estar na Europa, que todo mundo fala que são as cinco melhores ligas do mundo ali na Europa, enfim. E jogadores que abdicaram de estarem ali para voltar para o Grêmio. Neymar, Thiago Silva, muitos e muitos, muitos craques, até pai, poderia falar uns 15. Então a gente… Isso valoriza o futebol brasileiro e eleva o nível também do futebol brasileiro. E também clubes fazendo grandes investimentos. Acho que evoluiu muito o futebol brasileiro. Tenho acompanhado alguns jogos e posso falar até questão de taticamente em tudo. Eu acho que tecnicamente evoluiu, taticamente também. Acho que foi uma coisa muito positiva para o futebol brasileiro e tomara que continue assim crescendo”, disse Arthur.
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Comprometimento com o Grêmio e responsabilidade assumida
Arthur também falou sobre o peso de retornar ao Grêmio em um momento delicado. Ele reconheceu a responsabilidade que carrega e garantiu que está preparado para enfrentar os desafios. O volante reforçou seu vínculo emocional com o clube e afirmou que está disposto a contribuir em todas as áreas.
O jogador destacou que seu retorno não é apenas técnico, mas também humano. Ele quer ajudar os jovens da base, fortalecer o grupo e colaborar com a torcida para recolocar o Grêmio em posição de destaque.
“Sei da responsabilidade, não fujo dela. E a minha intenção justamente foi essa, em voltar para o Grêmio, em tentar ajudar o Grêmio. E me comprometo a todos que não vai faltar profissionalismo, não vai faltar garra, não vai faltar raça, a ambição de levar esse escudo, como eu já falei inúmeras vezes até nessa entrevista, ao mais alto patamar que eu posso estar. Então, eu como um gremista… Quero ver o Grêmio o mais alto possível e eu tenho a oportunidade de fazer o melhor possível e vou fazer. Seja dentro de campo, fora de campo, seja ajudando aos jovens, como eu falei que eu tive essa trajetória que eles estão fazendo, ajudando eles ali nessa parte. Mas que futebol também é muito coletivo, né? Então precisamos de todos, juntos, que com certeza todos juntos e com nossa torcida nos apoiando cada partido, que vai ser muito importante para a gente também. Vamos conseguir colher bons frutos com isso”, afirmou.
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Versatilidade em campo e bagagem internacional
Ao ser questionado sobre sua posição em campo, Arthur explicou que ainda não conversou com Mano Menezes sobre o papel que exercerá. No entanto, deixou claro que está à disposição para atuar onde for necessário. Ele também compartilhou o que aprendeu nas principais ligas europeias e como isso o tornou um jogador mais completo.
O volante passou por Espanha, Itália e Inglaterra, e destacou as diferenças entre os estilos de jogo. Segundo ele, cada país contribuiu para sua evolução técnica, tática e física.
“Ainda não tive uma conversa com o nosso treinador, Mano. Mas eu venho para ajudar. Tive a experiência, tive a grande sorte também de trabalhar, de estar em grandes ligas no futebol mundial. Então, aprendi muito, seja na Inglaterra, Itália, Espanha, que são ligas completamente diferentes. E foi muito boa, né? Tiro com muito aproveito essa minha fase fora, porque foi onde eu aprendi muito. Seja na Itália um pouco mais estaticamente, Espanha tecnicamente, Inglaterra um pouco mais intensidade. Então, me sinto preparado, venho para ajudar o Grêmio, seja onde for, onde eu for ajudar o Grêmio, é ali que eu quero estar. Então, zero vaidade com isso, aonde vou jogar ou não, venho para ajudar, trabalhar e conversar ainda. Com o Mano, a gente não teve essa conversa, mas onde ele achar que eu posso ajudar o Grêmio, é ali que eu vou dar”, comentou.
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Projeto coletivo e recusa ao rótulo de “salvador”
Arthur também foi questionado sobre o projeto do Grêmio e a pressão de ser visto como “salvador da pátria”. Ele rejeitou esse rótulo e reforçou que o futebol é coletivo. O volante destacou que o clube precisa de todos os setores unidos para superar os desafios da temporada.
Ele também revelou detalhes da conversa que teve com o presidente Alberto Guerra e outros dirigentes, reforçando que seu retorno foi motivado por confiança no projeto e nas pessoas que o conduzem.
“Não, no VGC, futebol é um jogo coletivo, então… Não vejo uma pessoa sendo o salvador da pátria, não, porque no futebol você precisa de todos. Geralmente fala 11 dentro de campo, mas no meu ponto de vista são muitos outros. Porque, como eu falei, é um jogo coletivo. Tudo que eu puder dar ao Grêmio, seja com comprometimento, com raça, suar sangue dentro de campo, isso vai ser entregue. Não tenho nenhuma dúvida. Mas também… Não me sinto nessa função que você falou, porque eu não estou no coletivo. E sobre o projeto do Grêmio, foi como eu falei primeiramente. Foi me apresentado um projeto, eu conversei bastante com o presidente Guerra, Alexandre, Luiz, enfim, todos. E, cara, é fazer o melhor para o Grêmio. Tanto é que na nossa primeira conversa, o presidente Guerra perguntou, e aí, vai voltar? Vamos fazer o melhor para o Grêmio, vamos trabalhar cada dia arduamente para sair dessa situação difícil. A gente precisa ter aqui conosco pessoas que querem o bem do Grêmio, que estão focados realmente em fazer o melhor para o Grêmio. E foi a primeira coisa que eu falei, não tenha dúvidas, é o meu desejo, é isso que eu quero. Então, ter pessoas boas aqui em pró do Grêmio, pensando no Grêmio. Primeiramente, no Grêmio, fazer o melhor para o Grêmio. Com muita luta, muita dedicação. Tenho certeza que todas as pessoas que estão aqui estão se doando, trabalhando o máximo possível para isso. Então, só de você estar em um ambiente com pessoas que realmente são gremistas, que querem o bem do Grêmio, é importante e estou muito feliz por estar aqui de volta”, declarou.
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Reencontros e estrutura do clube
O retorno ao Grêmio também proporcionou reencontros emocionantes para Arthur. O volante falou sobre o carinho que recebeu de funcionários e colegas, e como isso reforça o sentimento de pertencimento ao clube. Ele também comentou sobre a estrutura atual e o desejo de ver todos unidos em prol do mesmo objetivo.
Arthur destacou que o Grêmio vive uma nova fase e que o sucesso depende da colaboração entre torcida, elenco, diretoria e staff.
“Eu encontrei várias pessoas que têm um carinho enorme. Fazia anos que não os via, então foi um momento muito especial, vêm muitas lembranças na cabeça para o momento que você passa com essa pessoa, porque afinal o Grêmio das pessoas que trabalham aqui se torna a sua família, porque você vê-los todo dia e esse carinho que a gente cria, esse vínculo, então é uma coisa bem especial para mim. E sim, acho que o Grêmio teve diversas fases. A fase do Luiz, acho que agregou muito ao Grêmio, um jogador desse nível. E você vê a grandeza do Grêmio por um jogador desse nível querer vir para o Grêmio. Então, acho que foram fases diferentes e hoje estamos em uma nova fase. Mas como eu falei, acho que a intenção de todo mundo que está aqui no Grêmio é trabalhar, é ajudar o Grêmio e só vamos conseguir isso se fizermos todo mundo juntos, seja torcida, elenco, staff, conselho, diretoria. Então, expresso aqui também o meu desejo que façamos as coisas juntos. Eu acho que pode, nesse momento, uma fase complicada, mas… Se todos puxarem a corda para o mesmo lado, fica muito mais fácil a gente sair dessa, né?”, disse.
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Evolução nas ligas europeias e retorno mais completo
Por fim, Arthur fez uma análise detalhada sobre sua evolução nas ligas europeias. Ele passou por Barcelona, Juventus, Liverpool, Fiorentina e Girona, e destacou como cada país contribuiu para seu desenvolvimento técnico, tático e físico.
O volante afirmou que volta ao Brasil mais completo, com bagagem internacional e pronto para aplicar tudo o que aprendeu em benefício do Grêmio.
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